segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Instituto Ricardo Brennand, Recife

Você imaginaria que um complexo cultural localizado na cidade de Recife, capital de Pernambuco, pudesse competir com os melhores museus do mundo? Então prepare-se para se surpreender, pois vamos te apresentar o INSTITUTO RICARDO BRENNAND.



Seja bem-vindo(a) ao 19o. melhor museu do mundo, segundo a avaliação Travellers Choice 2015 do TripAdvisor




Será que algum outro lugar no mundo podem contar com uma réplica do "Davi" de Michelangelo (uma das cinco no mundo feitas utilizando mármore da mesma pedreira que o original), um "Pensador" de Rodin (uma das 25 no mundo feitas utilizando o molde original) e uma obra original de Fernando Botero ("a dama e o cavalo")? E o que dizer de uma armadura para cachorro? Definitivamente este lugar é único. Pois eles são apenas uma amostra do que te espera no INSTITUTO RICARDO BRENNANDcaminho de palmeiras logo na sua entrada já dá um gostinho da exuberância do lugar. 



E o que dizer da beleza da arquitetura do lugar? Todo o complexo foi construído no estilo Gótico Tudor.



Lembramos bem como foi sua inauguração em 2002 com a exposição itinerante "Albert Eckhout - volta ao Brasil (1644-2002)". Foi um marco para a cultura do estado, pois sabíamos que a partir dali Recife poderia receber grandes exposições. Agradecemos ao seu criadorRicardo Brennand, pelo desprendimento em colocar seu acervo particular à disposição da cultura. Vale dizer que o nome do Instituto é uma referência ao seu tio.


O Castelo São João

Dizem que nós pernambucanos temos mania de grandeza, mas aqui não dá pra ser diferente: trata-se da maior coleção particular de armas brancas do mundo! 




O acervo possui cerca de 3.000 armas brancas entre outras tantas armas de fogo. Engloba artefatos fabricados num intervalo de até seis séculos, incluindo armas de caça e de guerra. A peça mais antiga é um sarcófago romano do século XV. Logo na entrada a gente topa com este deslumbrante conjunto de armaduras do século XVI. Os belos vitrais ao fundo dão um toque a mais no ambiente.



E não é só, pois o acervo possui ainda curiosas coleções de canivetes, ...



... relógios, ...


... além de uma infinidade de obras de arte, como quadros e esculturas clássicas.



Para nosso deleite, a coleção não para de crescer. Já havia algum tempo que não visitávamos o Instituto e surpreendentemente nos deparamos com uma quantidade de artefatos ainda maior que na visita anterior.


A Pinacoteca

A ênfase da Pinacoteca é o Brasil Holandês. E não é pouca coisa, pois estamos falando da maior coleção particular 
de Frans Post no mundo e a única com obras de todas as fases do pintor (lá vão esses pernambucanos com mania de grandeza de novo!)



Juntamente com seu compatriota Albert Eckhout, o artista holandês acompanhou Maurício de Nassau enquanto ele governou Pernambuco e fez os melhores registros das paisagens nordestinas do século XVII. Ele é considerado o primeiro paisagista das Américas.



Achou muito? Pois não é só isso: são 1.200 m2 de área devidamente supridos por equipamentos de ponta que vão desde controle de umidade e temperatura até audioguias. Há ainda obras de artistas diversos que retratam paisagens brasileiras, arte decorativa, esculturas etc.



O que dizer desta escultura chinesa em marfim de mamute e madeira?
Impressionante!



Vale à pena conhecer também a sala das figuras de cera com a representação do julgamento de Nicolas Fouquet, superintendente das finanças da França no reinado de Luís XIV. Ele foi acusado de peculado e acabou sendo condenado à prisão perpétua (como seria bom se no Brasil fosse assim, ein?).



A Biblioteca

O enfoque da Biblioteca também é no período do Brasil Holandês, mas seus 60.000 
títulos não se resumem a isto. Entre tantas preciosidades, podemos destacar uma valiosa documentação sobre a produção de açúcar no país.

O acervo engloba livros, periódicos e uma seção específica de cartografia e gravuras. Há ainda um arquivo de música colonial. 


Capela Nossa Senhora das Graças

A capela foi um dos últimos espaços inaugurados no complexo (maio/2014) e está aberta para eventos diversos. Tivemos a oportunidade de assistir a uma cerimônia de casamento quando pudemos comprovar que ela é sem sombra de dúvidas um dos templos mais bonitos da capital pernambucana.






O restaurante Castelus 


O restaurante é o toque que faltava no complexo cultural. Segue o mesmo padrão arquitetônico das demais construções e oferece um cardápio variado. Pode-se optar pelo menu à la carte (há pratos para três pessoas a partir de R$80,00) ou por buffet sem balança (R$50,00 / pessoa). Aos sábados há apresentação de um trio de chorinho.  



Se preferir tomar um café, há uma lanchonete no interior do Instituto. O lugar é incrível!




A Galeria

Você já imaginou fazer sua festa de casamento em meio a obras de arte de inestimável valor artístico? Pois o Instituto tem um espaço aberto para eventos, como recepções e exposições temporárias de obras de arte. É um sonho, não acha?




Ah, olha o pensador aí gente! 





Outras informações


Horário de visitaTerça a domingo das 13h às 17h
Gratuito na última terça-feira do mês
Preço da entrada: R$20,00 - meia entrada para idosos, deficientes, estudantes e professores (mediante apresentação de documentação);
gratuito para crianças até 7 anos, profissionais da área de turismo e para todos na última terça-feira do mês
Contato: (81) 2121-0352 e 2121-0365
Localização: Alameda Antônio Brennand, s/n, Engenho São João, bairro da Várzea, Recife




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