domingo, 19 de julho de 2015

Vai para a Argentina? Confira nossas dicas

Nossa publicação de hoje será bem objetiva: vamos responder a algumas perguntinhas básicas de quem quer viajar para determinado país.



E o país escolhido é um dos mais queridinhos dos brazucas, a Argentina.



DINHEIRO


Tal qual na maioria dos seus vizinhos, a moeda argentina também se chama peso. Está disponível em notas de 2, 5, 10, 20, 50 e 100 pesos, e moedas de 5, 10, 25 e 50 centavos, e 1 e 2 pesos.

Você irá observar que há duas notas diferentes de 100 pesos, uma mais antiga com o rosto do Julio Argentino Roca e a mais nova com a heroína nacional Eva Perón estampada.




Muita atenção em relação à falsificação, principalmente com as notas de 100 pesos, pois elas são as mais visadas. As verdadeiras têm marca d'água e outros detalhes que tornam fácil a sua identificação.


Qual moeda levar


Nossa recomendação é bem simples: leve Real.

Há uma certa dificuldade para saber se vale mais à pena levar Reais ou dólares americanos, pois não é tão simples calcular se você considerar a cotação no câmbio blue (câmbio paralelo na Argentina). Ele é praticado nas ruas abertamente, mesmo sendo ilegal, chegando a ser ostensiva a abordagem dos arbolitos (os caras que ficam nas ruas oferecendo troca de dinheiro). 
Vale dizer que se você já tiver comprado dólares americanos pode levá-los, pois a diferença entre levar Reais ou dólares americanos fica abaixo de 5%, considerando o dólar cotado a R$3,40 no Brasil (quanto mais barato o dólar americano no Brasil, mais vale levá-lo). 

Ressalto que não incitamos o crime, muito pelo contrário, mas trocar dinheiro no câmbio blue é uma realidade que já passou a fazer parte da cultura argentina. Você não vai conseguir fugir dele, seja para pagar seu hotel, comprar numa loja que aceite moeda diferente do peso ou mesmo para trocar dinheiro.


Durante nossa viagem pela Argentina, enquanto algumas casas de câmbio operavam com a cotação de AR$3,00 por Real, o câmbio blue chegava a AR$3,80 por Real nas trocas acima de R$2.000,00. É difícil competir. No nosso caso, avessos assumidos ao risco, preferimos trocar valores menores que R$800,00, mas mesmo assim conseguimos AR$3,60 por Real.


A opção que não recomendamos é sacar pesos diretamente na sua conta corrente do Brasil. Além do IOF (6,38%) e da tarifa do banco cobrada por transação (AR$52,86 no HSBC), você ainda vai pagar pela cotação oficial aqui no Brasil. Infelizmente aprendemos da pior forma e acabamos perdendo cerca de 30% do valor da moeda (ainda bem que foi pouco dinheiro).

Observamos as seguintes cotações:
Casa de câmbio: AR$8,60 por dólar AR$3,00 por Real
Bancos: AR$8,60 por dólar AR$3,40 por Real
BlueAR$12,00 por dólar e AR$3,60 por Real (varia de acordo com a quantidade trocada).
Sacar dinheiro: AR$2,40 por Real, incluindo o IOF e a tarifa do banco.

Quando foi necessário mencionar custos nas publicações sobre nossa viagem à Argentina, utilizamos a cotação de AR$3,60 por Real.


Obs.: Alertamos que todas as cotações aqui informadas são pertinentes a março/2015, portanto é importante que o leitor verifique novamente na data de sua viagem.


COMPRAS


Já se foi a época que a Argentina era um bom país para compras. A inflação e a alta do dólar americano corroeram o poder de compras deles e o nosso também. 

Restou-nos os vinhos, ahhhhh os vinhos! Se você é admirador da bebida eternizada por Baco, prepare-se para voltar carregado para o Brasil. E tanto se pode comprá-los nas vinícolas como também nas casas especializadas. Uma delas é a Winery, muito bem recomendada em todos os guias e revistas que encontramos. Não se esqueça que a Receita Federal do Brasil isenta de impostos até 12 litros de bebidas alcoólicas na bagagem, desde que fiquem no limite de US$500.00. Também é importante você trazer as notas fiscais, senão será taxado pelos preços no Brasil e não os da sua compra.

Outra delícia que não abrimos mão na terra dos hermanos são o doce de leite e o alfajor. Nossa sugestão é que você experimente os da marca chafarraz. Eles têm recheio maior e são mais gostosos (incrível!) do que os nossos velhos conhecidos havanna. Você pode encontrá-los nos supermercados e kioscos (pequenas lojas e bancas de revistas). Logicamente são um pouco mais caros, mas vale à pena.


SAÚDE


Brasileiros não precisam tomar vacinas para viajar para a Argentina.

Eles têm um razoável sistema de saúde privado, mas o sistema público passa pelos mesmos problemas econômicos do restante do país, como queda de investimentos e sobrecarga do sistema. Por este motivo é imprescindível você fazer um bom contrato de assistência de viagem antes de viajar para lá.

Recentemente nos associamos a uma das maiores e melhores empresas do ramo, a Mondial Travel. Faça a sua cotação.




VISTOS


Como parte do Mercosul, a Argentina não exige vistos para Brasileiros, nem tão pouco passaporte (estadia de até 90 dias). É possível entrar no país usando sua RG desde que ela tenha menos de 10 anos e esteja em bom estado. Reforço que que a CNH (carteira de habilitação) não é aceita para ingressar no país, mas é solicitada se você vai alugar um carro. Nunca nos solicitaram a PID (permissão internacional para dirigir) aqui na América do Sul. 

Se você for de outra nacionalidade, recomendamos que consulte seu consulado.


Confira também nossas publicações de dicas específicas sobre Buenos Aires e Mendoza.

Acompanhe outras publicações da nossa viagem pelo Uruguai e Argentina.




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