domingo, 16 de fevereiro de 2014

Ville de Québec (Quebec City)

Ville de Québec - Terrace Dufferin
Sempre que viajamos, vivemos sentimentos contrastantes por menor que seja o tempo fora de casa. Começamos com aquela ansiedade por chegar, conhecer um lugar novo ou mesmo rever um já conhecido em outras oportunidades. No final da viagem, é o sentimento de cansaço, mas principalmente de saudade dos momentos vividos que mais nos marca.

É para valorizar este sentimento que procuro deixar a "cereja do bolo" para o final e no Canadá não poderia ser diferente. Tinha de ser um lugar bem especial, que deixasse a viagem marcada por muito tempo nas nossas mentes e corações.

Foi assim que chegamos a uma cidade que é a alma do Canadá Francês e cujo centro histórico parece ter parado no tempo, apesar de ter uma grande importância na história da sua província e do seu país.

Hoje iremos dizer como foi nossa passagem e o que sentimos ao conhecer a Ville de Québec, ou Quebec City para os Anglófanos, última etapa da nossa viagem pela região leste do Canadá.




DICAS

Veja nosso post especial com algumas dicas importantes sobre a cidade.



ATRAÇÕES


DIA 1 - Baisse-Ville

Seu primeiro dia na Ville de Québec precisa começar com o que a cidade tem de mais especial, e é na Baisse-Ville que você vai entender porque tanta gente vem para cá. 

Rue du Petit Champlain

Há duas formas de chegar até a Baisse-Ville, uma pelo funiculaire (CAD2.00) 
que desce a partir do Terrace Dufferin outra pela escalier casse-cou (escadaria "quebra-pescoço" em português) a partir da Côte de la Montagne. Se tiver oportunidade use ambos, pois cada um tem sua magia.


Funiculaire Vieux Québec
A vista da escadaria é outro famoso cartão postal da cidade e confesso que de tanto ver fotos e vídeos me emocionei.


Escalier Casse-cou
A região foi originalmente habitada por artesões franceses no final do século XVII e posteriormente por estivadores irlandeses no século XIX. As casas foram restauradas e se transformadas em lojas e agradáveis restaurantes, apesar de oferecerem preços bastante turísticos (caros), como dificilmente deixaria de ser num lugar assim.

Place Royale 

Bem próximo à Rue du Petit Champlain encontramos outro marco da cidade, a Place Royale. O busto de Louis XIV está ali desde 1686 para não deixar você esquecer que está numa ex-colônia francesa. Foi aqui também que o Governador da Colônia, Conde de Frontenac, instalou um mercado em 1673. Os elegantes edifícios do século XVIII foram habitados por ricos comerciantes até entrar em declínio no século XIX.


Place Royale
Quando chegamos à pequena Église Notre-Dame-des-Victoires, a mais antiga igreja de pedra da América do Norte, demos de cara com um coral de Porto Rico que estava prestes a fazer sua apresentação. Quem mais me chamou atenção foi o simpático maestro que sorria e agradecia a todo momento. Cidade turística é assim mesmo, tem gente de todo o mundo.

Place Royale
Olhem só este afresco pintado na entrada na praça mostrando o cotidiano do século XVIII.


Place Royale
Vieux Port

Você irá observar a mudança de arquitetura à medida que caminha do Boulevard Champlain para a Rue Dalhousie. São lojas finas, casas de shows e prédios residenciais instaladas onde era o velho porto da cidade.


Vieux Port visto de cima
Musée de la Civilisation

Na realidade esse era nosso principal objetivo quando decidimos caminhar pela região do velho porto. 

O moderníssimo prédio em perfeita harmonia com o local guarda a história e a cultura de Québec. Uma de suas exposições permanentes (são três no total) exibe um panorama dos seus mais de 400 anos de história.

Para nossa surpresa, demos de cara novamente com uma exposição sobre os Samurais (a primeira foi em Toronto). Se encontrar uma dessas numa viagem já é bom, imagine duas vezes. O mais incrível é que esta foi tão boa ou até melhor que a de Toronto.


Samurais em Québec
Enquanto caminhávamos, vimos uma prova de civilidade do povo canadense num protesto contra o aumento do preço das faculdades. A diferença para o Brasil é que tudo correu em paz e portanto sem depredação do patrimônio alheio. Vale acrescentar que o percurso dos protestos é divulgado com antecedência e a polícia acompanha de perto para garantir a manutenção da ordem. Realmente temos muito o que aprender com eles em relação à cidadania.

Musée Naval de Québec

Se ainda tiver disposição, caminhe até quase o final da Rue Dalhousie para visitar este curioso museu que abriga um importante acervo sobre a Marinha do país.


DIA 2 - Haute-Ville (Quartier Latin)

Terrace Dufferin

Comece o dia com um belo panorama do alto do Cap DiamantExtendendo-se do Château Frontenac até a uma das extremidades da Citadelle, daqui você terá uma vista incrível do Rio St. Laurent, das Laurentians Mountains, da Île d'Orleans e é claro da Baisse-Ville.


Terrace Dufferin
Faça como nós e fique um bom tempo sentado em um dos bancos apenas observando as pessoas passarem e sentindo o clima do lugar.

Château Frontenac

O luxuoso hotel aberto ao público em 1893 só foi concluído em 1983. Ele é talvez o cartão postal mais conhecido da cidade com suas torres ao estilo dos châteaux franceses e seu telhado de cobre. São mais de 600 luxuosos quartos e uma riquíssima área social.


Terrace Dufferin com Château Frontenac ao fundo
Se não tem grana para ficar aqui, que tal uma entradinha para conhecer? Há passeios guiados de hora em hora para conhecer as dependências do hotel.

Musée du Fort

O museu fica de frente para o Chateau Frontenac logo depois da estátua de Samuel de Champlain. 

Apesar de pequeno e simples, além de várias relíquias de guerra, o museu tem uma interessante apresentação em maquete de como se desdobrou a Batalha da Planície de Abraão. Bom para quem gosta de história.

Basilique Notre-Dame-de-Québec

A bela Place de l'Hôtel de Ville guarda, além do belo edifício do Hôtel de Ville, esta magnífica Catedral que é também sede da Igreja Católica Romana na cidade. 


Basilique Notre-Dame-de-Québec
Você imaginaria que esta é a quinta catedral construída no lugar? Pois é. Antes de 1640 haviam duas igrejas no local que foram destruídas por um incêndio. A catedral seguinte foi demolida pelos ingleses em 1759. Outra foi erguida, mas pegou fogo em 1922. A atual foi finalmente erguida em 1925 como a original do século XVII, mas utilizando outros materiais mais modernos.
Basilique Notre-Dame-de-Québec
A região é repleta de artistas e pintores que aproveitam o fluxo de turistas para vender suas obras.


Charretes de Québec
Ainda tem umas charretes para quem quiser fazer um passeio na velocidade da vida do século XVIII.

Musée de l'Amerique Française

Ainda na mesma praça, este museu é tido como o mais antigo do Canadá e abriga artefatos da colonização Francesa. O museu possui um conjunto de objetos da vida cotidiana bastante interessante.


Musée de l'Amerique Française
Holy Trinity Anglican Cathedral

Construída em 1804, esta é a primeira Catedral Anglicana construída fora da Inglaterra e é uma réplica da St. Martin's in the field de Londres. Ela é um marco na vida dos anglicanos que até então faziam suas preces nas igrejas Católicas Romanas. 


Holy Trinity Anglican Cathedral
Seu campanário de 47 m de altura compete com a da Notre-Dame (será que foi de propósito?).

Rue Saint Louis

Termine seu dia num típico restaurante francês nesta rua que nos remete para o outro lado do Atlântico. Gastronomia francesa legítima em plena América do Norte!

Rue Saint Louis - Québec

DIA 3 - Citadelle e fora dos muros

La Citadelle

Construída em parte pelos franceses (1750) e em parte pelos ingleses (1831) com o objetivo de defender a cidade de um possível ataque que nunca houve, La Citadelle ainda é área militar ocupada por um dos regimentos mais importantes do Canadá, o 22ème também conhecidos como os Van Doos (pronúncia do número 22 em francês), que muito orgulhou o país nas duas Guerras Mundiais e na Guerra da Coréia.


Vimy Cross
Vimy Cross é uma homenagem aos combatentes vitimados na Batalha de Vimy Ridge em 1917.

Vista do alto do Cap Diamant
Seus destaques são o ponto mais alto do monte Cap Diamant e consequentemente da cidade, seu belo portão de entrada, o Dalhousie Gate, e a troca de guarda que acontece todos os dias durante o verão.

Dalhousie Gate
Parc des Champs-de-Bataille

Este parque ideal para caminhadas, passeios de bicicleta etc. foi onde aconteceu um dos momentos mais marcantes da história do país, como já comentei no início do post.



Vista a partir da Citadelle
Aqui você encontrará também o Musée du Québec com a mais importante coleção de obras de artistas da Província, entre outras internacionais.

Assemblée Nationale


Assemblée Nationale
O elegante edifício concluído em 1886 fica logo após o término da muralha da cidade na Porte St. Louis numa praça com belos jardins. As 22 figuras em bronze que ficam nas laterais da torre representam diferentes personagens da história da província.

Observatoire de la Capitale

Este prédio oferece uma vista da cidade a partir do seu 31o. andar.




Terminamos aqui nossa viagem pela região leste do Canadá, um país que nos encantou muito, tanto pela sua cultura quanto pelo seu povo.

Esperamos poder em breve conhecer no outro lado do país lugares como Vancouver, Alberta, Montanhas Rochosas e tantas outras cidades.

Quer saber por onde passamos? Leia o resumo da nossa viagem pela região leste do Canadá.


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