sábado, 14 de dezembro de 2013

Montreal (Mont-Royal, Saint-Joseph e Cirque-du-Soleil)

Imagine parte de um país que se orgulha por falar Francês como língua mãe, apesar da imensa maioria da sua população falar Inglês, e que faz questão de exibir até nas placas dos seus carros a frase "Je me souviens" (eu me lembro) se referindo ao período em que foi domínio britânico e da luta do seu povo pela liberdade.

Place d'Armes - Montreal
Nossa viagem pela costa leste do Canadá chega agora a Montreal, Província de Quebec, Canadá, uma cidade que nos deslumbrou pela sua beleza, simpatia e alegria do seu povo.


Um pouco de história

Localizada às margens do Rio São Lourenço (Saint-Laurent), Montréal é a segunda maior cidade do país com mais de 1,6 milhões de habitantes, e quase 4 milhões considerando a Communauté Métropolitain de Montréal (CMM) (Fonte: 
http://ville.montreal.qc.ca). Ela é também a segunda maior cidade francófona do mundo, atrás apenas de Paris.

Tido como o primeiro Europeu a visitar a região, Jaques Cartier deu nome de Mont-Royal à montanha avistada por ele durante sua segunda viagem às Américas em 1535, quando buscava ouro na região. Ele deu este nome em homenagem ao Rei François I (o da Salamandra que tanto falamos nos posts da França). No local havia a vila indígena Iroquois conhecida como Hochelaga.


Fundada em 1642 com o nome de Ville-Marie pelo grupo de católicos franceses liderado por Paul de Maisoneneuve próximo à montanha explorada por Jaques Cartier mais de um século antes, a cidade foi cedida pela França à Inglaterra em 1763 pelo Tratado de Paris.

Com uma rica história de luta, foi invadida pelos ingleses em 1760, ocupada temporariamente pelos Estados Unidos da América durante a sua guerra de Independência (1776) e capital da Província do Canadá de 1841 a 1849.

Considerada até a década de 60 como o principal polo industrial e financeiro do Canadá, perdeu o posto para Toronto a partir da década seguinte. Coincidência ou não, neste período se exacerbou o sentimento francófono na região, tendo como consequência a criação da Lei 101 que limitou o uso do Inglês tornando o Francês a única língua oficial da província de Quebéc.

Foi também sede em 1967 da World Expo e das Olimpíadas de 1976. O segundo evento deveria ser apenas motivo de comemoração se o endividamento da cidade não tivesse sido um fardo tão pesado que ela teve de carregar por 20 anos.


Atualmente figura como um dos melhores lugares para viver em qualquer lista que se faça pelo mundo.



Dicas Gerais


Preparamos um post especial com algumas dicas importantes para quer conhecer a cidade. Veja no post Montreal - Dicas gerais.



Atrações


Começamos nosso roteiro por uma das área mais emblemáticas da cidade, local onde ela nasceu e que se torna um perfeito playground em qualquer época do ano: o Parc Mont-Royal.

Romance no Parc Mont-Royal

Morra de inveja das lindas casas que você encontrará na região.

Foi no local que Paul de Maisonneuve fincou uma cruz em 1643 para agradecer a Deus por sua recém-fundada cidade ter sobrevivido a uma enchente.

Não perca a maravilhosa vista da região, com destaque para o Olympic Parc.


Vista do Parc Mont-Royal

O parque de 101 ha. existe desde 1876 quando o prefeito contratou o mesmo arquiteto que desenhou o Central Park de NY para a sua criação.

Sua região abriga também dois grandes cemitérios, o Notre-Dame-des-Neiges, católico, e o Mount-Royal-Cemetery, mais antigo e protestante. Se você é fã deste tipo de turismo, fique à vontade (não é meu caso).

Mesmo que não seja adepto de alguma religião Cristã, visite o Oratoire Saint-Josephlogo abaixo do parque, nem que seja pela belíssima vista do local.


Oratoire Saint-Joseph
O templo edificado ao lado da capela construída por Frei André em 1904, devoto de São José (patrono do Canadá), possui um dos maiores domos do mundo (44,5 m de altura e 38 m de diâmetro). Sua entrada possui 300 degraus, mas isto não é sacrifício para os milhares de devotos que sobem até de joelhos todo ano para agradecer às graças concedidas.

Termine seu dia num espetáculo do Cirque du Soleil, afinal você não vai deixar de visitá-los na sua casa, não é? 

Na oportunidade vimos o espetáculo Amaluña que para nossa surpresa fez a trupe do Varekai que vimos no Brasil um mês antes parecer amadores. Simplesmente um dos espetáculos mais impressionantes que já assistimos! 


Amaluña no Cirque du Soleil
Dica importante: nunca escolha as três primeiras fileiras do espetáculo, pois ficará num nível abaixo do palco, o que te obrigará a passar o show olhando para cima e irá tirar parte da beleza das apresentações aéreas. 

Para evitar surpresas, compre os ingressos antecipadamente no seu sítio oficial.

Como você estará na região da Vieux Montréal, aproveite para caminhar e quando bater a fome escolha um bom restaurante na Rue Saint Paul. Um dos que recomendamos é o Papillon, que tem boa comida a um preço bem razoável, principalmente considerando a sua excelente localização. 


Restaurante Papillon na Rue St-Paul
Hôtel de Ville

Próxima etapa levaremos vocês para a região da Vieux Montréal, seu belíssimo e bem preservado centro histórico.



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