domingo, 15 de setembro de 2013

Paris (ao longo do Rio Sena) e até logo à França


Após 21 dias e mais de 3.000 Km. de andanças, é com o coração cheio de saudade que chegamos ao final da nossa viagem pela França

Viajamos desde Marseille e a linda Provence no sul do país, passamos por Carcassonne a caminho de  Bordeaux no sudoeste, Vale do Loire no centro, Le Mont-Saint-Michel ao norte, Le Mans, Chartres e finalmente Paris, "La Cité Lumière". 


De que lugar gostei mais? Difícil e injusto escolher. 

Amei a simpatia e a receptividade do sul, a "máquina do tempo" medieval que Carcassonne nos remete, a beleza e organização de Bordeaux, as histórias ligadas à realeza francesa no Loire, a magia única de Le Mont-Saint-Michel, entre tantos outros, sem falar de tudo que Paris representa. 

A gastronomia e os vinhos são um caso à parte, e o melhor é que não precisa pagar muito para isso. Descobrir que comer e beber m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-m-e-n-t-e bem na França é até mais barato que no Brasil.

Falar do que não gostei é fácil: da antipatia de alguns parisienses e das filas dos monumentos da capital Francesa. E só.

O nosso consolo é que de Paris a gente nunca se despede, sempre diz um até logo.

Neste post descreveremos nosso último roteiro por Paris passeando por diversos lugares na Rive Droit e Rive Gauche, como são conhecidas as margens direita e esquerda do Sena. Como não poderia deixar de ser, o roteiro é longo, mas despedida é assim mesmo.





Nosso passeio começa na Place de la Concorde, por onde passamos alguns dias atrás. Siga em direção contrária ao Sena a caminho da Église de La Madeleine





Como eu citei no primeiro post sobre Paris, o prédio foi projetado como um templo grego e começou a ser construído em 1784, só sendo finalizado em 1845 depois de inúmeras controvérsias sobre sua destinação. Seu interior é decorado com belas esculturas e mármore rosado, 



com destaque para a assunção de Maria Madalena.


Deixamos La Madeleine e seguimos pelo Boulevard des Capucines em direção à magnífica Opéra Palais Garnier


A obra de 1862 foi encomendada por Napoleão III a Charles Garnier e demorou 13 anos para ser inaugurada graças ao levante de 1871 e à Guerra da Prússia. O prédio possui um inusitado lago subterrâneo que serviu de inspiração para a criação do Fantasma da Ópera de Gaston Leroux.



Seu palco abriga 450 artistas e o auditório 2.200 expectadores. É a sede do Ballet de l'Opéra de Paris. Visitas diariamente das 10h00-18h00 exceto quando há espetáculos e as visitas se encerram às 13h00.
 

Visite seu sítio e veja a programação de seus espetáculos.

Seguimos pela Rue de la Paix em direção à nossa próxima parada. Mesmo que você não faça parte da lista dos mais ricos da Revista Forbes, terá curiosidade de observar as joalharias, boutiques e outras lojas de uma das ruas mais caras do mundo.

Chegamos então à Place Vendôme, um dos maiores exemplos de luxo e elegância da cidade. "Invadida" pelas mansões dos banqueiros no séc. XVIII, a praça acabou tendo um propósito diferente do que o concebido. Foi encomendada por Louis XIV em 1685 ao arquiteto de Versailles para ser sede de embaixadas. 

Além de habitantes famosos como Proust, Hemingway, Chanel, Mesmer e Chopin, foi lá que César Ritz construiu seu famoso hotel, tão conhecido principalmente por ter sido onde a Lady Diana passou sua última noite de vida. Lembro-me que eu estava em Nova York neste dia e iluminaram o Empire States Building com as cores do Reino Unido em homenagem a ela.

Originalmente a praça possuía uma estátua do Rei, mas ela foi derrubada durante a Revolução. A Colonne de la Grande Armée que se vê hoje em seu centro é uma reprodução da coluna construída com os 1.250 canhões capturados da Áustria e da Rússia na Batalha de Austerlitz por Napoleão. A primeira foi derrubada durante a Comuna de 1871 e havia sido copiada da Coluna de Trajano de Roma .



Seguimos nossa caminhada até o Palais Royal. Construído por Richelieu em 1632, foi herdado pela Coroa após sua morte e foi aqui que Louis XIV viveu sua infância. No séc. XVIII foi comprado pela família dos Orléans e não teve um destino tão nobre assim, pois virou local de jogatina e prostituição. Foi daqui também que soou o toque de clarim que anunciou a Revolução.



Hoje em dia a região abriga várias galerias cobertas muito bem preservadas e interessantes para serem visitadas, como a Galerie Vivienne e a Galerie Colbert.



Está cansado? Então tome um café na Rue de Rivoli para recarregar as energias. Vamos finalizar nossa viagem no Quartier Latin

Caminhe até o Boulevard Sébastopol e dobre a direita. Você irá cortar a Île de la Cité até a Rive Gauche. Aproveite para revisitar os vitrais da Sainte Chapelle quando passar em frente à ela.

Nosso destino é o Jardin de Luxembourg



Aberto ao público no séc. XIX pelo Conde de Provença, futuro Louis XVIII, o jardim é um refúgio para quem procura um pouco de paz. O atual Senado Francês é localizado no prédio do Palais du Luxembourg, construído em 1620 no estilo do Palazzo Pitti de Florença. Foi prisão e quartel general alemão durante a 2a. Guerra Mundial.


Próxima parada fica bem pertinho e é um colossal mausoléu neoclássico: o Panthéon






Inspirado nas fachadas grandiosas dos grandes Panteões Romanos, foi encomendado em 1744 por Louis XV em homenagem à Santa Genoveva, padroeira de Paris, como agradecimento pela cura de uma doença. A obra ficou pronta em 1790 e apenas um ano depois os Revolucionários tomaram o prédio. Foi devolvido à igreja por Napoleão em 1806.



O prédio e sua cripta guardam os restos mortais de Franceses famosos, como Dumas, Voitaire, Victor Hugo, Émile Zola, casal Curie entre tantos outros. Foi lá que eu descobri que André Malraux, nome do auditório da Aliança Francesa em Recife, foi um autor e político importante que viveu entre 1901 e 1976.


Terminamos nossa viagem na Église St-Étienne-du-Mont agradecendo a Deus por todas as graças concedidas e pela benção de termos vivido momentos tão maravilhosos.

Apesar de ofuscada pelo tamanho do Panthéon, você percebe sua grandiosidade quando se aproxima dela. Chama a atenção a sua mistura de estilos (gótico, renascentista e clássico), o que é facilmente explicado pelo fato de sua construção ter durado de 1492 a 1626.



Não perca o resumo da nossa grande viagem ao país mais visitado do mundo. 


Confira outras dicas sobre Paris e a França nos posts resumos que fizemos.

Não posso deixar de mencionar os guias que foram fontes essenciais de informação não só para a viagem, como também para tudo que escrevi para vocês.


Gostaríamos de saber qual lugar você quer que contemos para vocêCosta leste do Canadá ou Foz do Iguaçu + Curitiba? Deixe seu comentário que atenderemos seu pedido.



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