sábado, 17 de agosto de 2013

Paris (regiões da Île de la Cité, Louvre e Champs-Elysée)


Finalmente chegamos à etapa final da nossa viagem pela França como não poderia ser melhor: PARIS, cidade-luz, famosa por ser sonho de consumo dos casais apaixonados, amantes da gastronomia e tantos outros mais. Planejei-a intencionalmente como nossa última parada para que ela fosse a "cereja do bolo", ou melhor dizendo o estímulo necessário para vencer o cansaço de duas semanas muito intensas. E foi na noite do dia 30/3 (meu aniversário!) que chegamos já sonhando com tudo de bom que nos esperava na semana seguinte.


Para facilitar o entendimento dos que nos acompanham, dividiremos nosso roteiro pela proximidade dos lugares da forma que você pode usá-lo para o planejamento da sua viagem.

Começaremos pela Île de la Cité e as regiões do Louvre e da Champs-Elysée

Consideramos que os Musée du Louvre e o Musée D'Orsay são um capítulo à parte dentro de Paris e, por este motivo, comentaremos sobre os dois em um post exclusivo.

Se você vai de metrô, sugiro que desça na estação Citê (linha 4) ou na Hôtel de Ville (linha 1) que estará a cerca de 700 metros da Place Parvis, marco zero da cidade e onde começa nossa promenade.



Estamos na frente da Cathedral de Nôtre-Damesímbolo e testemunha da história da cidade desde 1163, quando iniciou sua construção sobre um templo romano. Foi lá que foram coroados diversos monarcas, inclusive Napoleão Bonaparte em 1804. 

Seus destaques são as sombrias gárgulas, 



a vista do seu interior 



e as rosáceas.


Minha grande surpresa foram as longas filas, mesmo com a temperatura batendo nos 5 graus centígrados. 



Este é o preço da estar na cidade mais visitada do mundo. Apesar disso, vale a visita.


Em 2013 a Catedral completou 800 anos e recebeu uma grande revitalização. Foi colocada até uma arquibancada na sua frente para quem quiser sentar-se enquanto observa os detalhes da sua entrada e lembra da sua história. 



Parte do complexo formado pelo Palais de Justice e Conciergerie (é possível comprar o bilhete único), o próximo ponto de visita é a Sainte ChapelleA maravilhosa capela terminada em 1248 por Louis XI para abrigar o que se achava ser a coroa de espinhos e fragmentos da cruz de Jesus Cristo. Possui 15 vitrais de 15 metros que representam mais de 1.000 cenas bíblicas numa mistura de cores espetacular. Graças a sua acústica, a capela também recebe concertos. Se quer fugir das filas, recomendo visitá-la pela manhã.



Logo na esquina você encontrará o sinistro prédio da Conciergerie que já foi de Palácio Real a fortaleza. Entretanto, ele é marcado por uma das épocas mais sombrias da história da França, conhecida como época do Terror, quando serviu de prisão para muitos condenados a morte e guilhotinados (2.780 para ser exato) durante e após a Revolução Francesa, com destaque para a Rainha Maria Antonieta e os Girondins.

Seu nome advém da época que foi residência do Compte des Cierges ou chanceler-mor do reino de Filipe (1268-1314).

Aproveite e dê uma olhada na Tour d'horloge que fica do lado externo do prédio e é o local que abrigou o primeiro relógio público de Paris em 1370 (o que está lá é do século XVI).



Chamo a atenção para duas pontes marcantes que ligam as margens do Rio Sena. A primeira é a Pont Neuf que cruza a Île de Cité e foi inaugurada por Henrique IV em 1607. Ironicamente é a ponte ainda em uso mais velha da cidade e foi a primeira ponte construída sobre o Sena sem casas sobre ela.

Mais adiante você encontrará a segunda: Pont des Arts, cuja fama se dá pelo romantismo dos casais que deixaram milhares de cadeados presos em suas grades. Se você viajou ao lado do seu amor e esqueceu do cadeado, não se preocupe porque o que mais tem lá é vendedor de cadeado........nada romântico, mas ajudará você a fazer seu papel de apaixonado. Se bem que a vista evoca mais romantismo do que qualquer cadeado.



A vista do Musée d'Orsay chama a atenção na rive gauche (margem esquerda), 



mas siga sua promenade pela rive droit (margem direita) do Sena (lado do Louvre) até o Jardin du Carroussel onde fica o Arc do Triomphe du Carroussel, que é o primeiro ponto do Grand Axis (a linha imaginária que vai do Louvre até o o Grande Arche no moderno bairro de La Défense).



Sua parada seguinte é o Jardin des TuilleriesImagine-se num local onde você olha para um lado e vê o Louvre, do outro o obelisco da Place de la Concorde com a Avenue des Champs-Élisées com o Arc du Triomphe ao fundo, e nas laterais os museus de arte Orangerie e Jeu de Palme



Encomendado por Catarina de Médici, o jardim original era de origem italiana (para lhe trazer lembranças da sua Toscana natal) e foi construído como complemento do Palácio das Tulherias. O palácio foi incendiado em 1871, mas o jardim ficou até hoje em sua versão francesa datada de 1649 quando foi encomendado por Luis XIV.

Esta foi a primeira imagem que tivemos quando chegamos ao centro de Paris. Lembre-se de parar e observar os monumentos formados pelo Grand Axis.

Um ótimo ponto de referência para quem quer vir de metrô diretamente para este ponto é a estação Concorde (linhas 1, 8 e 12).

Saindo do Jardin des Tuilleries, você terá à sua frente o inconfundível Obelisco de Luxor da Place de la Concorde



A suntuosa praça guarda uma história de muito sangue derramado. Criada originalmente como Praça Louis XV em 1775 para exibição de sua estátua equestre, ganhou uma guilhotina no lugar do monumento, quando ficou conhecida como Place de la Revolution. Ela fez muita gente literalmente perder a cabeça, como Louis XVI, Maria Antonieta e até líderes do Reino do Terror, como Danton e Robespierre. Virou Place de la Concorde em 1794 e ganhou o obelisco de 3.200 anos de presente do vice-rei do Egito em 1833.

Vire-se em direção ao Arc do Triomphe, olhe para a direita e veja a Église de La Madeleine



Confesso que da vista da Place de la Concorde eu não sabia se era um templo grego no meio de Paris ou outro prédio do gênero. O prédio foi projetado como um templo grego e começou a ser construído em 1784, só sendo finalizado em 1845 depois de inúmeras controvérsias sobre sua destinação. Seu interior é decorado com belas esculturas e mármore rosado, com destaque para a assunção de Maria Madalena.

Prossiga pela Champs-Elisées e chegue até o Petit Palais e o Grand Palais, ambos construídos para a Feira Mundial de 1900. O primeiro abriga coleções de belas-artes e artes decorativas da cidade, e o segundo organiza grandes exposições de arte.



Por ironia, o Petit é mais bonito que o Grand.



Não deixe de curtir a vista da Pont Alexandre III e da Esplanade des Invalides

A ponte foi construída em estilo art noveau entre 1896 e 1900 para comemorar a aliança franco-russa de 1892 e a Exposição Universal de 1900. É considerada a mais bonita da cidade, com várias estátuas ao longo da sua calçada.



Se ainda tiver fôlego, caminhe os 2.000 metros restantes da Avenue des Champs-Elisées até o Arc du Triomphe. É uma das avenidas mais famosas e ricas do mundo que já foi palco das vitórias de Bismark (em 1871, na derrota da França para a Prússia), e Hitler (em 1940, quando invadiu a França na 2a. Guerra Mundial). Hoje o que se vê são lojas de grife, hotéis, restaurantes e cafés de alto luxo (e preço).

Termine o dia no Arc du TriompheInspirado nos arcos triunfais da Roma antiga, Napoleão o concebeu como símbolo do seu poderio militar. Não perca a linda vista do alto dos seus 234 degraus que visualizam as 12 avenidas que saem do local conhecido como Étoile.

O metrô mais próximo é a estação Charles de Gaule - Étoile (linhas 1, 2 e 6) que atende também ao trem (RER) da linha A.


Veja outras dicas úteis para a sua viagem para Paris.


Próximo post comentaremos sobre a região em torno da Tour Eiffel.




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